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Governo de SP demite cinco auditores fiscais por relação com fura-fila do ICMS

Governo de SP demite cinco auditores fiscais ligados a esquema de propinas bilionárias do ICMS; 61 procedimentos administrativos podem gerar novas demissões

Secretaria de Fazenda mira alvos das Operações Ícaro, Mágico de Oz e Fisco Paralelo; estão em curso 61 procedimentos administrativos que podem resultar em novas demissões; ‘Não há espaço para irregularidades’, diz Samuel Kinoshita, chefe da Fazenda; demitidos negam ilícitos
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O Governo de São Paulo demitiu nesta quarta-feira, 29, cinco auditores fiscais por ligações com o que é chamado de fura-fila do ICMS. A ação ocorreu no âmbito de investigações da Secretaria de Estado da Fazenda e Planejamento, em conjunto com o Ministério Público. As demissões integram as ações ligadas às operações Ícaro, Mágico de Oz e Fisco Paralelo.

Os auditores atingidos são Maria Cecília Grava Trentini, Fernando Kenji Iwai, Selma Laltuf da Costa, Maria da Conceição Rodrigues Fabaro e Marcel Ono. A Fazenda afirma que as medidas reforçam o combate a desvios de conduta e fortalecem controles internos. Os processos têm embasamento em relatórios da Comissão Processante Especial, da Corregedoria-Geral da Fiscalização Tributária e do parecer jurídico da Fazenda.

Segundo o governo, já são sete desligamentos neste mês de abril. Outras 17 pessoas seguem afastadas e 61 procedimentos administrativos instaurados podem resultar em novas demissões. Além disso, 11 PADs e 37 apurações preliminares investigam a conduta de servidores.

Desdobramentos da investigação

A Promotoria de Gedec, unidade do Ministério Público, apura a atuação de um grupo que recebia valores de empresários em troca de antecipação da devolução de créditos de ICMS. O escritório da contadora Maria Hermínia de Jesus Santa Clara é apontado como reduto do esquema, com evidências de uso de crachás e computadores da Fazenda.

A Fazenda informou que as ações visam aprimorar o controle e a integridade da gestão pública. Em nota, o secretário Samuel Kinoshita reiterou que não há espaço para irregularidades e que as ações são para responsabilizar os envolvidos.

O Estado apura que os 61 procedimentos administrativos avançam conforme o andamento das investigações. Cinco deles já estão em fase avançada de instrução, com possibilidade de novas demissões caso haja constatação de infrações. Novos desdobramentos podem ocorrer conforme o progresso dos trabalhos.

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