O secretário de Transportes dos EUA, Sean Duffy, apresentou uma proposta para financiar a modernização do sistema de controle de tráfego aéreo da FAA por meio de uma taxa cobrada aos passageiros. A ideia foi revelada em um evento organizado pela American Airlines Group Inc., como parte de uma discussão sobre melhorias no serviço de tráfego aéreo do país.
Segundo Duffy, há anos o país opera com menos controladores do que o ideal e os profissionais em atividade relatam fadiga durante o expediente. A proposta visa oferecer um caminho alternativo de financiamento, diante de críticas à qualidade do serviço e da percepção de falhas no funcionamento do sistema.
Duffy comparou a possível nova taxa com a taxa de segurança de 11 de setembro, hoje em vigor. Esse tributo atual, de US$ 5,60 por trecho, é cobrado pelas companhias aéreas para financiar a TSA e a segurança aeroportuária desde os ataques de 2001. O secretário sugeriu avaliar como uma taxa menor ou diferente poderia sustentar atualizações contínuas da infraestrutura de controle de tráfego.
Contexto e impactos
Especialistas ouvidos no tema afirmam que a ideia pode trazer recursos adicionais, mas também levantam dúvidas sobre impactos diretos nos preços das passagens e na experiência do passageiro. A proposta depende de aprovação do Congresso, que, segundo Duffy, tem funcionado de forma desigual em temas de infraestrutura. A discussão ocorre em meio a críticas de operadoras sobre custos operacionais e necessidade de atualização tecnológica.
A FAA tem como meta modernizar seus sistemas para reduzir atrasos e melhorar a segurança. A administração federal já trabalha com planos de longo prazo para atualização de equipamentos, instruções de pilotagem e gestão de tráfego. Se implementada, a taxa poderia financiar parte dessas iniciativas, segundo o governo.
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