O governo de Luiz Inácio Lula da Silva liberou mais de R$ 270 milhões em emendas e intensificou a articulação para emplacar Jorge Messias no STF. A sabatina na CCJ do Senado ocorreu nesta quarta-feira (29) e, se aprovada, seguirá para o plenário.
O total de emendas liberadas no ano chegou a R$ 13 bilhões, segundo o portal Siga Brasil. Dados são atualizados com defasagem de um dia. Partidos da base e do Centrão foram os principais beneficiados pelos repasses.
A estratégia inclui atuação direta na CCJ, onde Messias é sabatinado, e no plenário. O Planalto dedicou esforços a dois articuladores de confiança para ampliar a maioria necessária à aprovação.
Dois nomes-chave na operação
O ministro José Guimarães, da Casa Civil, afirmou que Messias tem mais de 41 votos na CCJ. Ele disse ter se reunido várias vezes com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para viabilizar o apoio.
O Palácio do Planalto também envolveu o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, que projetou entre 45 e 46 votos favoráveis. A ideia é consolidar apoio expressivo antes da votação final.
Mudanças na composição da CCJ
A equipe de apoio ao governo promoveu mudanças na comissão, visando ampliar a margem de votos. Renan Filho substituiu Sergio Moro na CCJ, enquanto Ana Paula Lobato ocupou vaga antes de Cid Gomes. A expectativa é alcançar cerca de 15 votos favoráveis na comissão.
Wellington Dias, que deixou temporariamente o Ministério do Desenvolvimento Social, retornou ao Senado para votar a favor de Messias. A movimentação busca reduzir a chance de surpresas durante a sabatina.
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