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Moraes defende inquérito sobre fake news em relatório sobre 8 de janeiro

Relatório mantém o inquérito das fake news para conter ataques ao Judiciário, destacando grupos extremistas e 850 condenações pelo 8 de janeiro

Na imagem, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal
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O ministro Alexandre de Moraes, do STF, defendeu a continuidade do inquérito das fake news para combater ataques coordenados ao Judiciário. O relatório sobre os atos de 8 de janeiro de 2023 aponta que a atuação da investigação se ampliou para abranger notícias fraudulentas que atingem a segurança da Corte.

Publicado nesta quarta-feira (29.abr.2026), o documento surge em meio a críticas sobre a duração do inquérito, que completou 7 anos em março. Internamente, há defensores da manutenção do instrumento para proteção das instituições.

Moraes sustenta que a validade constitucional do inquérito foi reconhecida e que ele permitiu identificar o modus operandi de um grupo político que se tornou organização criminosa. O ministro ressalta atuação para coibir ataques à Justiça.

Segundo o relatório, os réus condenados por golpe de Estado atuavam com ataques virtuais a opositores, ataques a instituições, ataques ao sistema eleitoral e tentativa de tomada violenta do poder.

Dados do relatório

O documento intitulado Democracia Inabalada traz o registro de 1258 investigações ligadas aos atos que culminaram na invasão aos prédios dos Três Poderes. Ao todo, 850 pessoas foram condenadas pela relação com o 8 de janeiro.

A pena máxima anunciada envolve Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão. O conjunto de sanções soma 1.402 condenações, distribuídas entre diferentes regimes e patamares de pena.

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