O senador Plínio Valério (PSDB-AM) criticou, no Plenário, a atuação de entidades ambientais contrárias ao asfaltamento da BR-319, entre Manaus e Porto Velho. Ele defendeu mobilidade e destacou que a falta de infraestrutura freia o desenvolvimento social e econômico da região.
Valério mencionou decisão da Justiça Federal no Amazonas que suspendeu por 70 dias os processos de licitação da obra. A liminar foi proferida pela juíza Mara Elisa Andrade, atendendo a um pedido do Observatório do Clima, rede de organizações ambientalistas.
O parlamentar afirmou que o Observatório do Clima utiliza o nome de cientistas para contestar o asfaltamento, alegando impactos como pandemias. Ele ressaltou dificuldades vivenciadas por moradores da estrada, com atoleiros em dias de chuva e poeira em dias secos.
Segundo o senador, o embargo aos licitatórios poderia ter sido evitado se propostas da CPI das ONGs tivessem avançado no Congresso. Ele citou, em especial, o PL 6.048/2023, que restringe atuação do Ministério Público em paralisação de obras.
Valério afirmou que apresentara 12 projetos de lei voltados à Amazônia, mas que muitos não avançaram no Senado. A fala ocorreu durante sessão no Plenário nesta quarta-feira (29).
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