Oruam, mãe e irmão são considerados foragidos após mandados de prisão serem expedidos pela Justiça. A Polícia Civil do Rio (PCERJ) investiga a participação deles na lavagem de dinheiro associada ao Comando Vermelho, operação em curso.
Segundo apurações, os três integram uma engrenagem financeira da facção, com recebimento, fragmentação e repasse de valores ilícitos provenientes do tráfico. A renda declarada pelos investigados não condiz com as movimentações apuradas.
Ao chegar aos destinatários, valores eram distribuídos por meio de contas de terceiros, com pagamento de despesas, aquisição de bens e ocultação de patrimônio. A investigação aponta origem criminosa dos recursos.
A PCERJ citou diálogos entre Carlos Costa Neves, o Gardenal, identificado como uma liderança do CV, e um miliciano. As conversas reforçam a influência de Marcinho VP, mesmo após anos de encarceramento, segundo a polícia.
Oruam, sua mãe e o irmão passam a ser considerados procurados pela Justiça, após não terem sido localizados durante a operação. A identificação de mandados precede a decisão de retaliar a presença deles.
Contenção e desdobramentos
A operação faz parte da chamada Operação Contenção, que resultou na prisão de mais de 300 suspeitos e no registro de 136 óbitos em confronto. Foram apreendidas 470 armas, entre elas 190 fuzis, além de mais de 51 mil munições.
Nesta quarta-feira, o andamento da operação levou à prisão de Carlos Alexandre Martins da Silva, apontado como um dos operadores financeiros da facção. A ação segue com monitoramento de possíveis desdobramentos.
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