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Senado brasileiro não realiza sabatina de indicados

Sabatinas no Senado viraram rituais de confirmação; atraso, beija-mão e questionamento limitado expõem fragilidades do controle institucional

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A sabatina de autoridades indicadas para cargos de Estado no Senado brasileiro continua sendo, na prática, um rito de confirmação mais do que um controle real. A fala pública sobre qualificação, independência e preparo ficou abaixo do esperado, repetindo padrões de baixa pressão ideológica e poucas cobranças substanciais.

Relatos indicam que a tramitação entre indicação e sabatina costuma ocorrer com rapidez ou ser adiada por semanas. O atraso funciona como sinal político, abrindo espaço para acordos informais e pressões entre líderes e indicados, em vez de debates abertos sobre conteúdo.

Em 2023, o Senado realizou, em sessão conjunta, sabatina de dois indicados — um para o STF e outro para a PGR —, reduzindo o tempo de perguntas. O cenário atual é citado como exemplo de aprovação quase automática, com pouca contestação pública.

O beija-mão e a transferência de protagonismo

Entre a indicação e a sabatina, o chamado beija-mão funciona como espaço de costuras de apoio. Indicações ganham padrinhos, gabinetes percorrem corredores e lideranças são procuradas. O conteúdo das conversas permanece pouco divulgado, priorizando conveniências.

Essa prática, segundo observadores, substitui o debate público por gestos e promessas genéricas sobre respeito à Constituição. A sociedade fica alijada de avaliar a trajetória e as premissas dos candidatos, o que reduz a transparência democrática.

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