O Senado rejeitou na quarta-feira (29) a indicação de Jorge Messias ao STF. Ele foi indicado por Lula para ocupar a vaga de Luís Roberto Barroso, que se aposentou em 2025. A sabatina passou de 8 horas; a CCJ aprovou o nome 16 votos a 11, mas o plenário rejeitou por 42 a 34, com uma abstenção. A decisão encerra o processo de indicação.
Com a rejeição, o processo fica arquivado. Lula precisará indicar novo nome para a vaga. O procedimento deverá seguir o mesmo caminho: analisar o currículo, sabatina na CCJ e votação no plenário. A aprovação depende de maioria simples, ou seja, ao menos 41 votos.
Essa foi a primeira rejeição a um indicado ao STF por um presidente da República em mais de um século. O relator da CCJ, Weverton Rocha, considerou a derrota como resultado de um embate político. Ele afirmou que a indicação seguinte sairia apenas após as eleições.
Bastidores e leitura política
Nos bastidores, a atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, é apontada como decisiva para consolidar a derrota de Messias. O parlamentar tem rompimento com o governo desde a indicação e desejava emplacar Rodrigo Pacheco no STF. A avaliação é de que houve articulação para tornar a votação um símbolo de tensão com o governo.
Ainda segundo relatos, alguns senadores teriam prometido votar a favor na sessão, mas votaram de forma contrária em votação secreta, o que teria contribuído para o resultado. A oposição ao governo é vista como fator relevante para o desfecho.
Entre na conversa da comunidade