A indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, foi rejeitada no plenário do Senado Federal por 42 votos contra 34. A derrota ocorre após Messias ter passado pela Comissão de Constituição e Justiça, com sabatina concluída na quarta-feira (29/4). A votação liberou a análise para o plenário, onde o resultado foi desfavorável.
Especialistas apontam que a rejeição altera o cenário político e dificulta o alinhamento entre o governo e o Congresso. A derrota é vista como indicativo de tensões já existentes entre Lula e o Legislativo, próximas de um ciclo eleitoral.
A imprensa internacional acompanhou o desfecho com diferentes leituras. O El País descreveu o fato como uma derrota histórica para Lula e uma vitória da oposição. O jornal argentino Clarín classificou como derrota para o governo e vitória do grupo de oposição, encabeçado por Flávio Bolsonaro.
Segundo a Associated Press, o Senado desferiu um golpe político a Lula, sinalizando resistência entre parlamentares à ampliação de influência do governo na Suprema Corte. A agência destacou ainda que o presidente terá de enviar novo nome para a vaga de Luis Roberto Barroso.
A Reuters informou que houve esforço intenso de lobby para aprovar Messias, com atuação de senadores de várias correntes. A Bloomberg ressaltou a leitura de Messias como peça para ampliar a interlocução com a base evangélica, parcela relevante da população brasileira.
O governo indicou Messias buscando aproximar o Palácio do Planalto de evangélicos, grupo estratégico para o mandato de Lula. A rejeição pode ampliar controversias entre o Executivo e o Legislativo, em meio a perspectivas de novas negociações para a composição da Suprema Corte.
Panorama político e próximos passos
O presidente Lula terá de apresentar novo nome para substituir o ministro Luís Roberto Barroso. A oposição aposta que a vaga permanecerá em aberto até o novo confronto político no cenário eleitoral. A avaliação de analistas é de que a relação entre governo e Senado continuará sob escrutínio.
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