Fernando Cavendish, empresário e dono da Delta, foi um dos 16 passageiros que viajaram no mesmo voo que levou o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o senador Ciro Nogueira, no retorno da ilha de São Martinho, no Caribe. A Polícia Federal investiga a passagem de bagagens fora do raio-X durante o desembarque.
O episódio está ligado ao caso conhecido como “farra dos guardanapos”, registrado em setembro de 2009, em Paris. Segundo o Ministério Público Federal, a comemoração poderia estar associada à decisão de sediar os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro. Na época, Cabral recebeu homenagem em Paris, com imagens em que apareciam guardanapos na cabeça.
Entre os presentes no voo de 20 de abril de 2025 estavam Hugo Motta e Ciro Nogueira, além de Fernando Cavendish. O avião pertence a Fernandinho OIG, empresário piauiense ligado a casas de apostas online. Também integravam a comitiva parlamentares Isnaldo Bulhões e Dr. Luizinho, além de assessorias e familiares.
Voo sob investigação
A PF investiga possível facilitação de contrabando e prevaricação. O piloto José Jorge de Oliveira Júnior desembarcou com bagagens não inspecionadas pelo raio-X, após conversar com auditor fiscal em Viracopos. Em seguida, novas bagagens foram trazidas sem passarem pela checagem eletrônica.
O aeroporto de Viracopos, em Campinas, recebeu a fiscalização durante o desembarque. O caso foi distribuído à 1ª Vara Federal de Sorocaba em outubro de 2025 e encaminhado ao STF em março de 2026. O ministro Alexandre de Moraes foi sorteado como relator.
A Procuradoria-Geral da República tem prazo para se manifestar, em cinco dias, conforme determina o despacho. O processo envolve apurações sobre condutas de autoridades e particulares ligadas ao itinerário do voo.
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