O governo ampliou a crise ao não obter os 41 votos necessários no plenário de 81 do Senado para confirmar a indicação de Jorge Messias ao STF. Até 27 de abril, a mobilização durou 27 dias, com o Executivo tentando pressionar a aprovação.
Foram liberados 12,5 bilhões de reais em emendas parlamentares para atender aos senadores, em comparação com cerca de 1 bilhão em março. O governo disse ter empregado recursos para persuadir parlamentares, sem sucesso total.
Apesar de apoio discreto de alguns membros do STF, a investida não mudou o placar no plenário. Lula viu a derrota, que ocorreu após meses de articulação para sustentar a indicação de Messias.
Desdobramentos no Senado
A derrota tornou o cenário político mais tenso. O veto presidencial à redução das penas para crimes ligados ao 8 de janeiro de 2023 será analisado pelo Congresso. Um dos favorecidos seria Jair Bolsonaro, atualmente inelegível.
O desgaste pode influenciar o ambiente legislativo diante da corrida eleitoral, com expectativa de turbulência na tramitação de pautas relevantes. A oposição ressalta o risco de interferência na independência das instituições.
Próximos passos
A derrota amplia a incerteza sobre o pleito de 2026, com sondagens mostrando elevada rejeição a Lula e a Flávio Bolsonaro, em meio a um eleitorado com parcela expressiva de indecisos. A decisão sobre o STF pode ser apenas um episódio na disputa.
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