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Promotores do Pará propõem quintuplicar comarcas inacessíveis para compensar

Proposta do Ministério Público do Pará aumenta de 16 para 77 as comarcas de difícil provimento, ampliando penduricalhos diante do corte do STF

Sede do Supremo Tribunal Federal na Praça dos Três Poderes, em Brasília
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Promotores do Pará projetam quintuplicar o número de comarcas de difícil acesso para ampliar o grupo com direito a adicional por atuação em locais remotos. A proposta foi apresentada pela Procuradoria-Geral de Justiça do Pará e envolve o aumento de 16 para 77 comarcas. A medida está em avaliação pelo Conselho Superior do MP do estado.

O objetivo é compensar déficits operacionais em áreas remotas, com base em critérios que vão além da distância até Belém. A proposta propõe reclassificar e classificar as comarcas por graus de dificuldade e estabelecer o valor da gratificação por cada unidade. A discussão ocorreu após a suspensão da sessão desta quarta-feira.

Proposta em debate

Segundo o texto encaminhado, a ampliação envolve o pagamento de 10% do subsídio como parcela de difícil provimento, com ganhos que podem chegar a aproximadamente R$ 3.500 para promotores em início de carreira, considerando salário inicial próximo de R$ 35,5 mil.

Entre as comarcas citadas como exemplos de difícil acesso, aparecem Acará, 100 km de Belém, Moju, 128 km, e Igarapé, 143 km, o que gerou debate sobre a pertinência da nova lista. A ideia é avaliar ainda fatores como IDH, carência de recursos e demanda de trabalho.

Reação e próximos passos

A Ampep, braço institucional dos promotores, criticou a suspensão/regionalização e disse que a medida atende a necessidades urgentes da região. A entidade destacou que o debate deve considerar a necessidade de presença institucional diante de dificuldades reais de provimento.

A matéria deverá retornar à pauta apenas em junho, segundo a Ampep, ampliando a indefinição para a população que depende da atuação do MP nas áreas mais sensíveis. O STF já definiu limites para verbas indenizatórias, fixando teto de 70% do salário.

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