O pleito presidencial na Colômbia terá segundo turno caso nenhum candidato alcance maioria no primeiro turno, marcado para 31 de maio. A eleição ocorre no contexto de 14 postulantes e de críticas à gestão de Gustavo Petro, que terá avaliação desfavorável entre parte da população. A principal disputa envolve propostas de esquerda e de direita, com foco em segurança, combate à corrupção e investimentos.
Entre os cenários observados, pesquisas apontam liderança do filósofo Iván Cepeda, do Pacto Histórico, no primeiro turno, com estimativas entre 38% e 44%. Abelardo De la Espriella, conhecido como El Tigre, aparece na faixa de 21% a 27,9%. Paloma Valencia, do Centro Democrático, fica em torno de 19% a 21%.
O segundo turno é marcado pela incerteza. Levantamentos da Invamer indicam Cepeda à frente contra De la Espriella, com vantagem de 54,6% a 42,6%, e sobre Valencia, com 51,2% a 46,6%. Em contrapartida, AtlasIntel aponta Cepeda atrás de De la Espriella em 9 pontos, e atrás de Valencia em 7,5 pontos. O resultado reflete o desgaste da administração de Petro, conforme a sondagem aponta desaprovação de 57,2%.
Cenário atual
Entre as leituras, a disputa tende a polarizar o eleitorado entre propostas progressistas e conservadoras, com foco em segurança, economia e reformas estruturais. Os dados de intenções de voto variam conforme o instituto, reforçando a indefinição sobre o segundo turno.
Principais candidatos
Iván Cepeda Castro, filiado ao Pacto Histórico, é filósofo com trajetória no Congresso e participação na mediação de paz com as FARC. Defende austeridade republicana para reduzir a corrupção, com promessas de redirecionar recursos para redução da pobreza.
Abelardo Gabriel De la Espriella, conhecido como El Tigre, é advogado criminalista. Destaca-se pela defesa de figuras públicas, defesa de pautas conservadoras e foco em segurança, propondo ações enérgicas contra narcotráficos e reformas no sistema prisional.
Paloma Valencia Laserna, senadora pelo Centro Democrático, tem como pilares segurança pública, combate à corrupção e estímulo ao investimento. Defende redução de impostos para empreendedores e defesa de setores agropecuários, como açúcar e café.
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