Raimundo Rodrigues Pereira, jornalista brasileiro, morreu neste sábado (2), no Rio de Janeiro, aos 85 anos. Ele ficou conhecido como um dos símbolos da resistência da imprensa à ditadura militar. A causa da morte não foi divulgada.
Nascido em Exu, em 8 de setembro de 1940, Pereira formou-se em física e migrou para o jornalismo durante o curso no ITA, onde escreveu para o jornal estudantil O Suplemento. Em 1967, atuou como editor na Folha da Tarde, observando a ascensão de veículos de oposição.
A trajetória dele ganhou destaque ao integrar a equipe que fundou a Veja, da editora Abril, em 1968, a convite de Mino Carta. Em seguida, coordenou a equipe que produziu uma das primeiras reportagens sobre torturas durante o regime, com apoio de um assessor que reconheceu tais práticas na época.
Ao longo da carreira, Pereira atuou em Realidade, Opinião e Movimento, veículos de resistência ao regime nos anos 70. O Movimento circulou entre 1975 e 1981, sob censura e dificuldades financeiras, sendo apontado como um marco na imprensa de oposição.
Pereira era filho de comerciantes e, nas últimas décadas, residia no Rio de Janeiro. Foi casado com a socióloga Sizue Imanishi, falecida em 2020, e deixa quatro filhas. A notícia foi destacada pela ABI, que o lembra como uma das figuras centrais da imprensa brasileira durante a ditadura.
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