O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a prisão do empresário e piloto Willian Frederico Jaeger. A decisão ocorreu após o trânsito em julgado da condenação a 5 anos de prisão por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Jaeger foi condenado pela 1ª Turma do STF em dezembro de 2025, por participação em bloqueios de rodovias em Santa Catarina em 2022, que teriam atentado contra a ordem democrática. O pedido de prisão foi homologado após a conclusão do processo sem possibilidade de recursos.
Segundo investigações, três caminhões de uma empresa ligada ao pai do empresário foram usados para apoiar os bloqueios, incluindo fornecimento de infraestrutura aos manifestantes, como churrasqueiras e barracas. A ação ocorreu pouco após a proclamação da vitória de Lula no 2º turno.
Durante o confronto com a Polícia Rodoviária Federal, Jaeger teria atingido a cabeça de um agente com uma barra de ferro, sendo salvo pelo capacete balístico. A motivação, segundo o STF, era impedir o funcionamento do Estado e favorecer golpe militar.
O relatório da PRF aponta que a paralisação ocorreu menos de uma hora após a divulgação dos resultados pelo TSE, que confirmou a vitória de Lula. Moraes destacou a gravidade dos atos e a participação do réu na organização dos bloqueios.
A decisão reforça que o empresário teve atuação comprovada na prática de delitos associados à associação criminosa, envolvendo bloqueios de rodovias em Santa Catarina após as eleições. A prisão permanece em andamento, com base no entendimento do STF.
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