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Pré-candidato rapper afirma que o Brasil vive em ditadura

Pré-candidato pelo PSTU afirma que o Brasil vive ditadura da burguesia e propõe expropriação sem indenização, alterando o tom do debate eleitoral

Hertz Dias: pré-candidato pelo PSTU diz usar a eleição como “tribuna política” para criticar o sistema e defender uma ruptura com o capitalismo (Foto: Maisa Mendes/Divulgação)
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Hertz Dias, 55, pré-candidato à Presidência pelo PSTU, afirma que as eleições não resolvem os problemas do país. Ele diz que busca uma tribuna política para denunciar a “podridão do sistema” e não apenas ser eleitoreiro.

O professor de História da rede pública de São Luís participou de entrevistas e podcasts para divulgar a candidatura. O maranhense apresenta a atuação política como consequência de uma trajetória de militância ligada ao hip-hop local.

O PSTU, partido de esquerda, não tem representantes eleitos e utiliza o pleito como instrumento de agitação e defesa de uma revolução socialista. Em 2024, o partido recebeu cerca de R$ 3,4 milhões do Fundo Eleitoral.

Historicamente, Hertz Dias disputou cargos locais com resultados modestos: vice em 2018 (0,05% dos votos), prefeito de São Luís em 2020 (0,42%) e governador do Maranhão em 2022 (0,15%).

Em suas falas, ele defende a estatização do sistema financeiro, expropriação de fortunas sem indenização e a suspensão da dívida pública. No campo, propõe expropriação de terras e fusão de bancos sob controle dos trabalhadores.

Sobre as instituições, o pré-candidato descreve Congresso e STF como inimigos da classe trabalhadora. Em vez da democracia representativa, coloca a perspectiva de conselhos populares, com decisões diretas dos trabalhadores.

No campo internacional, Hertz critica a atuação dos EUA e considera a China uma potência imperialista, mantendo posição contrária ao governo de Zelensky. Defende resistência à agressão imperialista, sem alinhamento com a Ucrânia.

Em entrevista à Gazeta do Povo, ele diz enxergar a participação eleitoral como forma de contestação, e não de legitimação do sistema. A ideia é denunciar a desigualdade do processo democrático, segundo o candidato.

A trajetória de Hertz Dias inclui raízes no hip-hop maranhense, como dançarino de break e vocalista do grupo Gíria Vermelha. Formou-se em História pela UFMA e tem mestrado em Educação.

Para o pré-candidato, a resposta à desigualdade passa pela reestruturação econômica, com planejamento e controle estatal. O objetivo é substituir a propriedade privada por uma economia voltada às necessidades do povo.

Críticas às correntes políticas existentes não são timidamente temporizadas: ele aponta o lulismo como decadente e a extrema direita como defensora da entrega acelerada de riquezas, segundo relatos das recentes falas do rapper.

A visão de Hertz enfatiza que a mobilização dos trabalhadores depende de lideranças dispostas a romper com asbenesses do poder, segundo suas próprias palavras em entrevistas e entrevistas em podcasts.

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