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PT depende de sorteio para barrar dosimetria no STF

PT depende de sorteio de relator no STF para tentar barrar dosimetria; decisão dependerá do relator e do clima na Corte para modular efeitos

Lula participou da abertura do ano Judiciário no STF; partido do presidente quer acionar a Corte contra a dosimetria
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O PT pretende acionar o STF para questionar a Lei da Dosimetria após a derrubada de parte do veto de Lula. A ação depende de sorteio de relator entre os ministros e aval do plenário sobre a tramitação. A decisão pode atrasar ou modificar a aplicação da regra.

Quem está envolvido: Partido dos Trabalhadores, o presidente Lula, o Congresso e o Senado. O PT questiona a decisão de pautar apenas trechos do veto presidencial pelo Senado, alegando conflito com a Lei Antifacção.

Quando e onde: o protocolo da ação depende de sorteio no Supremo, após a derrubada de parte do veto pelo Congresso. O STF fica em Brasília, onde costumam ocorrer os procedimentos.

Por que: a defesa sustenta que a votação fatiada permitiu derrubar parte do veto e manter outro trecho, abrindo embasamento para o questionamento judicial. O governo aponta vício no processo legislativo.

Contexto no STF

O ambiente atual no STF é apontado como desfavorável a decisões rápidas para barrar a dosimetria. Assessores ligados a ministros veem risco de novo confronto com o Legislativo no curto prazo. A ideia é evitar escalada entre Poderes.

A avaliação interna é de que declarar a inconstitucionalidade agora ampliaria tensões com o Congresso. Nos últimos anos, o STF já enfrentou atritos com o Legislativo em temas como fake news e orçamento secreto.

Além disso, há leitura de que o STF não deve revisar com facilidade atos das presidências da Câmara e do Senado. Em casos recentes, a Corte sinalizou resistência a interferir em decisões internas do Legislativo.

O que a presidência disse

Ao vetar o projeto em 8 de janeiro de 2026, Lula citou inconstitucionalidade e indisponibilidade de interesse público. O governo apontou irregularidades na tramitação, afirmando que o Senado alterou pontos relevantes sem devolver à Câmara.

Caso o STF não derrube a lei, há a possibilidade de modular seus efeitos. A Corte poderia limitar a aplicação da norma a casos futuros ou a situações específicas, sem anular integralmente a decisão do Congresso.

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