O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), atribuiu a derrota do governo na votação para a aprovação da indicação de Jorge Messias ao STF à antecipação da disputa eleitoral. Em entrevista publicada pelo jornal O Globo, ele afirmou que o veto não avaliou o currículo ou o mérito, mas o calendário político.
Segundo Randolfe, a base de apoio ao presidente é minoritária tanto na Câmara quanto no Senado, e no Senado a ala bolsonarista chega a aproximadamente 35 senadores. Ele apontou que a avaliação já era desfavorável desde novembro, quando Messias foi nomeado, e que a proximidade do período eleitoral tornou a votação ainda mais pressionada.
Contexto político e números no Senado
O senador informou que, no dia da votação, a planilha governista indicava entre 43 e 45 votos favoráveis, mas observou inconsistências e a necessidade de checagem de nomes. Ele afirmou ter contatado colegas e acompanhado o desempenho ao longo da tramitação, destacando o papel da realidade do momento político.
Randolfe destacou ainda que o presidente Lula tinha conhecimento do risco de derrota, mas decidiu manter a indicação até o fim, entendendo que a nomeação é prerrogativa presidencial. Sobre uma nova indicação para a vaga, o líder do PT sugeriu que a disponibilidade de Rodrigo Pacheco pode ter mudado, cabendo ao presidente decidir.
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