A Renapsi, entidade vinculada à Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração, venceu o chamamento público do governo de Goiás para gerir o programa Aprendiz do Futuro, voltado à inserção de jovens no mercado de trabalho. O edital prevê 8.500 vagas em contrato de cinco anos, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período e projeção de movimentar até cerca de 2 bilhões de reais ao longo de 10 anos. A assinatura do contrato já ocorreu.
A Renapsi foi criada pelo empresário Adair de Freitas Meira. Nesta quinta-feira, 30 de outubro, Meira foi preso em operação que investiga esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. A entidade afirma não ter sido alvo da operação e que Meira não ocupa cargos na estrutura da organização atualmente.
A Polícia Civil de São Paulo apura se o empresário lavou milhões de reais por meio de entidades em seu nome ou ligadas a ele. As autoridades não indicam vínculos diretos entre a Renapsi e as suspeitas, mas a associação entre o fundador e o empresário alvo do inquérito é notícia de interesse público na dimensão do contrato adquirido.
Investigação em curso
O Ministério Público e a Polícia continuam analisando documentos relativos ao chamamento de Goiás. A avaliação envolve possíveis indícios de direcionamento no processo seletivo e de favorecimento a interesses associados ao grupo de Meira. A defesa da Renapsi nega irregularidades.
Contrato do Aprendiz do Futuro
O programa estadual de Goiás visa atender jovens em situação de vulnerabilidade social. O contrato celebrado já está em vigência, sob questionamento na Justiça por suposta irregularidade no certame. A gestão do programa é associada ao governo de Ronaldo Caiado, que está em transição política desde sua renúncia para disputar a Presidência.
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