Anderson Torres, ex-ministro da Justiça no governo Bolsonaro, foi intimado pela Polícia Federal para depor em nova etapa de investigação sobre a criação irregular de pássaros. Ele cumpre prisão no 19º Batalhão da Polícia Militar em Brasília, por tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023.
Em maio de 2024, o juiz Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara da Justiça Federal, arquivou um inquérito aberto no ano anterior sobre Torres. O Ministério Público Federal também optou pelo arquivamento, afirmando que não havia indícios de crime por parte do ex-ministro.
Torres já passou por duas operações de busca da PF, que resultaram na apreensão de 55 aves em sua residência. Do total, 16 aves morreram sob guarda do Ibama. O ex-ministro sustenta possuir autorização dos órgãos de fiscalização para criar os pássaros.
A Justiça determinou a suspensão de autos de infração do Ibama e a devolução das aves. Em julho de 2025, o TRF1 fixou multa diária de 2.000 reais ao Ibama pela não restituição das aves e gaiolas. Em dezembro seguinte, o tribunal aumentou a multa para 3.000 reais, além de aplicar 5.000 reais por potencial abuso da Justiça.
No último dia 27 de abril, a PF tentou ouvir Torres na Papudinha sobre os mesmos fatos. A Polícia Federal instaurou um novo inquérito com base em um relatório de fiscalização do Ibama, elaborado pelo mesmo fiscal do processo anterior.
A defesa de Anderson afirma haver perseguição política, associada à atuação eleitoral dele na região de Brasília. O político não foi eleito como deputado pela coligação Rede/Psol, em disputa anterior.
Entre na conversa da comunidade