O fiscal aposentado da Receita de São Paulo Alberto Toshio Murakami, conhecido como “Americano”, é alvo de mandado de prisão preventiva sob suspeita de envolvimento em um esquema de fura-fila no ressarcimento de ICMS. Ele vive nos Estados Unidos, em Clarksville, e não retornou ao Brasil desde o deflagrar da Operação Ícaro.
Murakami recebeu salários líquidos de R$ 186 mil desde agosto, embora estivesse foragido. Os pagamentos tiveram registro na Secretaria da Fazenda, que afirma não haver previsão legal para suspender proventos durante investigações ou PAD. Caso haja comprovação de condutas, a cassação pode ser aplicada.
Envolvimento e esquema
A defesa aponta que Murakami mantém residência fixa no Brasil e nos EUA, com família no exterior. Ele era visto como próximo de Artur Gomes da Silva Neto, apontado como mentor do esquema envolvendo grandes varejistas e o grupo Ultrafarma.
Contexto processual
O Ministério Público aponta que o esquema envolvia o ressarcimento de ICMS-ST a empresas varejistas, com recebimento de propinas significativas. Murakami teria analisado pleitos e emitido pareceres FAVORÁVEIS, segundo apuração do Gedec.
Situação atual
Murakami permanece foragido desde agosto, com mandado de prisão expedido pela Justiça de São Paulo. Em janeiro, a Justiça incluiu seu nome na Difusão Vermelha da Interpol. A defesa informou, por meio de documento, sobre um possível projeto de vida nos EUA.
Observação sobre benefícios
A Secretaria da Fazenda reiterou que os pagamentos de aposentadoria seguem a legislação vigente. Não há suspensão automática de proventos no curso de investigações ou no PAD, segundo o órgão.
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