O Departamento de Defesa dos EUA anunciou na sexta-feira, 4, um acordo com oito grandes empresas de tecnologia para usar suas ferramentas de IA em redes confidenciais. A parceria visa ampliar o uso operacional de IA pelas Forças Armadas, com “uso operacional lícito” declarado pelo Pentágono.
Empresas envolvidas: SpaceX, OpenAI, Google, Microsoft, Nvidia, Amazon Web Services, Oracle e Reflection. O acordo se soma a contratos já existentes com outras fornecedoras, incluindo Palantir e OpenAI.
A Anthropic não integrou o acordo, tendo sido colocada na lista negra de governo anterior. A Casa Branca retomou negociações com a empresa nas últimas semanas, após anúncios de avanços tecnológicos.
Participantes e finalidade
O Pentágono afirmou que as ferramentas de IA serão usadas para reforçar a capacidade de decisão e a superioridade em múltiplos domínios de guerra. A meta é transformar as Forças Armadas em uma força que prioriza IA.
A plataforma GenAI.mil é mencionada pelo ministério, com 1,3 milhão de usuários entre os quadros do DoD. Até recentemente, o Claude, da Anthropic, era o único modelo disponível na rede confidencial.
Contexto da disputa com Anthropic
O governo anunciou a suspensão de laços com Anthropic após a empresa se recusar a ceder termos para usos como armas autônomas. A Anthropic foi chamada de risco à cadeia de suprimentos pelo Pentágono, o que alimentou a tensão.
A Anthropic processou o governo, e um juiz federal na Califórnia bloqueou a medida anteriormente. Em resposta, a empresa manteve comunicação com autoridades para possíveis ajustes.
O CEO da Anthropic, Dario Amodei, esteve na Casa Branca em reunião com a chefe de gabinete, após apresentação da ferramenta Mythos, destinada a identificar ameaças cibernéticas e também indicar vulnerabilidades.
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