Alerj viveu mais um dia de tensão nesta terça-feira 5, com a Polícia Federal em suas dependências. O alvo foi o deputado Thiago Rangel (Avante), apontado como gestor de um esquema de corrupção na Secretaria estadual de Educação do Noroeste. A prisão de aliados no passado e a ligação com o ex-presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (União Brasil), embalam as suspeitas de organização criminosa com alcance estadual.
A PF sustenta que o esquema envolvia vantagens para cargos na educação. Rangel, segundo as investigações, pode ter oferecido vagas a Arídio Machado da Silva Júnior, conhecido como Júnior do Beco, apontado como figura de alta periculosidade. A documentação aponta condenações prévias de homicídio e tráfico para Júnior do Beco.
Na Alerj, o clima seguiu tenso. Há expectativa de que a pauta de soltura não tenha votação tão cedo, para evitar desgaste à Casa. O debate ocorre em meio a críticas à infiltração do crime organizado no parlamento local, citada em operações anteriores.
Contexto institucional
O grupo que domina a Alerj, em sua maioria, é ligado ao PL. A avaliação é de que a última operação pode influenciar decisões do STF sobre a sucessão no governo do Rio. A imagem da Assembleia ficou abalada por investigações envolvendo parlamentares e cargos públicos.
Nilas de informação indicam que o governo em exercício mantém um pente-fino em contas e cargos do estado. A sessão da tarde foi breve, com o único discurso do deputado Flávio Serafini (PSOL) sobre a prisão de Rangel. O presidente da casa, Douglas Ruas (PL), viajou a Brasília e retorna na quarta.
Desdobramentos e próximos passos
Fontes indicam que novas ações da PF podem ocorrer nos próximos dias, com possíveis alvos entre parlamentares ligados à educação. A discussão na Alerj segue sem previsão de votação sobre permanência ou soltura de Rangel. AOperação Unha e Carne permanece como referência de pressão política.
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