Os Democratas da Câmara enviaram uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, pedindo que reconheça publicamente que Israel possui armamentos nucleares. O objetivo é encerrar décadas de ambiguidade, em meio ao conflito com o Irã. A mensagem foi encaminhada na segunda-feira.
A carta, liderada pelo democrata Joaquín Castro (Texas), afirma que não é sustentável cooperar com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, em ações contra o Irã sem reconhecer o arsenal nuclear de Israel. O documento também ressalta a obrigação constitucional de informar o Congresso sobre o equilíbrio nuclear na região.
Segundo o texto, Israel nunca confirmou o programa nuclear e, mesmo assim, autoridades dos EUA já admitiram de forma implícita sua existência. O conteúdo menciona histórico que remonta aos anos 1950, com participação de aliados franceses e sul-africanos, sem anúncio oficial norte-americano.
A legenda aponta que a administração de Barack Obama evitou responder quando questionada sobre o tema; o relatório cita declarações antigas de outros integrantes do governo sobre a possibilidade de armas nucleares em Israel. A carta também cita declarações de funcionários israelenses.
Os parlamentares destacam que o silêncio dificulta a transparência sobre não proliferação nuclear no Oriente Médio. Prevalece a critério de que o Irã não tenha armas, enquanto outros dirigentes discutem cenários regionais. O grupo pede clareza semelhante à de outros países.
Além disso, os congressistas afirmam que a transparência sobre capacidades nucleares é essencial para o equilíbrio regional. A carta recomenda que Washington trate Israel com o mesmo padrão de transparência aplicado a outras nações com armas nucleares.
A comunicação também menciona que o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, havia sinalizado interesse em ampliar arsenais, caso o Irã avance. Os autores reforçam a necessidade de consistência entre políticas externas e informações governamentais.
A imprensa norte-americana é citada como fonte de evidência histórica quanto ao tema, sem detalhar documentos específicos. O teor do pedido é que o governo revele publicamente se Israel mantém ou não capacidades nucleares, sob o mesmo escrutínio de outros países.
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