O deputado estadual Thiago Rangel, do Avante, foi preso pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira. A ação envolve o oferecimento de vagas na Educação para parentes de suspeitos ligados ao tráfico em Campos dos Goytacazes, cidade da região Norte do Rio de Janeiro. Segundo a PF, Rangel mantinha relação próxima com Arídio Machado da Silva Junior, conhecido como Júnior do Beco, alvo de operação anterior contra o tráfico na cidade.
A PF também aponta que o deputado era próximo do ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, preso preventivamente sob suspeita de repassar informações privilegiadas ao Comando Vermelho. A investigação indica que Rangel usava essa proximidade para indicar cargos em órgãos públicos.
Conforme a denúncia da PF, mensagens de junho de 2021 mostram conversas entre Rangel e Fabio Pourbaix Azevedo, ex-assessor dele e também preso na operação. O conteúdo indica que Júnior do Beco teria direito a vagas de trabalho como auxiliar de serviços gerais na rede estadual de Educação.
Na decisão que autorizou as prisões, a autoridade acusou que Thiago Rangel oferecia duas vagas de ASG para inserir Júnior do Beco em uma planilha de indicações. Em mensagens, o deputado envia o contato de Júnior e orienta Fábio a falar com ele em nome do parlamentar.
Ainda de acordo com o documento, no mesmo dia o ex-assessor informou que Júnior do Beco indicou dois nomes para a vaga: a irmã dele e a esposa de Gleyson Barbosa Paes Da Silva, apontado como traficante em Campos dos Goytacazes.
A defesa de Rangel afirmou que recebe a prisão com surpresa e negou as acusações. O comunicado sustenta a confiança no due processo legal e afirma que o deputado negará qualquer ilícito durante o esclarecimento dos fatos.
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