O Ministério Público de São Paulo apresentou um complemento à denúncia contra Alberto Toshio Murakami, que já era investigado por integrar um esquema de propinas. A acusação envolve a ocultação de valores pagos pela Ultrafarma a fiscais da Fazenda paulista. A mulher dele, Erica Sakamoto Murakami, CEO de uma empresa de pedras arquitetônicas nos EUA, também é citada.
A investigação aponta que Murakami, conhecido como Americano, estaria envolvido em facilitar serviços de assessoria tributária para acelerar e inflar a restituição de créditos de ICMS. O MP sustenta que a empresa pagou cerca de R$ 900 mil às partes envolvidas. A denúncia foi apresentada após novas evidências surgirem.
Artur Gomes da Silva Neto, apontado como cérebro do esquema, já havia sido denunciado anteriormente. Em apuração da Operação Ícaro, promotores encontraram mensagens no celular de Artur que indicam repasse de 900 mil reais à conta de Erica Murakami em 3 de fevereiro de 2023, a pedido de Alberto Murakami.
Detalhes do esquema
Segundo aditamento da denúncia, o repasse era feito com o objetivo de beneficiar a Ultrafarma na obtenção de vantagens indevidas junto aos créditos de ICMS. O Ministério Público descreve que o dinheiro era coletado por Artur e transferido ao casal Murakami, como parte de um esquema estruturado.
Envolvidos e próximos passos
Além de Alberto Murakami e Erica Sakamoto Murakami, empresários ligados à Ultrafarma aparecem como parte do contexto investigado. A Promotoria explicou que pediu manifestações da defesa de todos os investigados e da empresa varejista. Não houve inclusão de decisão final no texto até o momento.
A reportagem solicitou posição da defesa das partes e da Ultrafarma para esclarecer os fatos. O espaço permanece aberto para novas informações oficiais.
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