Três chefes de comissões da verdade vão ao governo pedir transparência sobre a morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek. Eles buscam abrir todas as informações da investigação para confrontar a versão oficial de que o acidente foi apenas uma colisão de trânsito.
Participa do movimento Serafim Melo Jardim, que foi secretário particular de JK, segundo apuração do Estadão. A petição será encaminhada ao Ministério dos Direitos Humanos e à Comissão de Mortos e Desaparecidos.
Kubitschek morreu em agosto de 1976, em um acidente na Rodovia Presidente Dutra, na região de Resende (RJ). A versão do regime militar dizia que o carro de JK bateu em um ônibus e atingiu um caminhão, na época.
Pedido aos órgãos oficiais
Os autores contestam essa versão e sustentam que houve assassinato político. Eles destacam que JK era perseguido pela ditadura e afirmam que as circunstâncias permanecem inadequadamente conhecidas.
A fundamentação inclui uma investigação do Ministério Público Federal de 2021 que aponta estudo técnico contrários à colisão com o ônibus. O MPF também aponta inconsistências em exames toxicológicos, cadeia de custódia e outros elementos relevantes.
Segundo o grupo, houve fraude nas apurações da época, com o objetivo de encobrir a verdade. A expectativa é que o governo reconheça oficialmente que JK foi vítima do Estado.
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