As cúpulas da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República decidiram que as delações premiadas nos casos INSS e Master serão negociadas apenas em conjunto. A medida busca evitar nulidades e assegurar que informações e benefícios coincidam com o que a PGR espera nos processos penais.
A decisão surge após divergências em torno da colaboração envolvendo o empresário Maurício Camisotti, preso em setembro de 2025. A PF vinha negociando a delação sem a concordância da PGR, que só foi informada sobre o acordo pela imprensa. Em fevereiro, Paulo Gonet pediu ao Supremo para interromper a delação para que a PGR pudesse acompanhar o caso.
Na prática, a cooperação com o chamado Caso Vorcaro também passa a exigir alinhamento entre as instituições. O acordo foi acertado entre PF e PGR em março, quando Daniel Vorcaro manifestou interesse em delação, mas não se aplicou aos desfechos das fraudes do INSS.
Desdobramentos e próximos passos
- A nova linha contratual reforça a participação da PGR na negociação de termos com os delatores.
- Caso Camisotti, já com acordo encaminhado ao Supremo, deverá ter seus termos revistas com a participação da PGR.
- A PF planeja rediscutir os termos, assegurando homologação com a anuência da Procuradoria.
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