A direção nacional do PT decidiu lançar Felipe Camarão, vice-governador do Maranhão, como candidato ao governo do estado após a falha de negociação com o atual governador, Carlos Brandão. Lula sinalizou a aliados que ajudará na campanha de Camarão.
Camarão chegou ao posto em 2022, em acordo costurado entre Flávio Dino, ex-governador, e Brandão, que era seu vice. Brandão passou a governar após Dino deixar o cargo para concorrer ao Senado.
Brandão rompeu o acordo e lançou Orleans Brandão (MDB) como candidato, provocando descontentamento dentro do PT e entre aliados de Dino. A ruptura saiu na imprensa e ganhou repercussão interna.
O bloco de Dino passou a avaliar duas frentes: apoiar tacitamente Eduardo Braide, ex-prefeito de São Luís, ao governo, ou concentrar esforços na eleição de dois senadores, Eliziane Gama (PT) e André Fufuca (PP).
Braide procura manter distância de Lula e de Flávio Bolsonaro, buscando consolidar sua candidatura sem vínculos diretos a esses nomes. A construção de palanque ainda está em fase de definição.
No campo petista, há setores que questionam apoiar Brandão devido a desavenças recentes, inclusive envolvendo a indicação de Jorge Messias para o STF, que foi rejeitado pelo Senado. A relação entre Dino e Brandão é tensa.
A cúpula do PT quer testar o Maranhão, onde Lula tem peso político considerável. O partido pretende fechar alianças locais para fortalecer a campanha presidencial no estado. Edinho Silva coordena as tratativas.
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