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Delação de Beto Louco é rejeitada por omitir PCC e não citar políticos

Delação de Beto Louco é rejeitada pela segunda vez por omissões relevantes, incluindo ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e ausência de políticos citados

Roberto Augusto Leme da Silva, o "Beto Louco", é investigado pela Operação Carbono Oculto
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A Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo rejeitou nesta quarta-feira a delação premiada apresentada pelo empresário Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco. O acordo visava reduzir sua responsabilização no esquema bilionário de fraudes fiscais, lavagem de dinheiro e sonegação investigado no estado. A decisão encerra temporariamente a negociação.

A avaliação foi divulgada pela instituição após análise de documentos enviados pelo investigado. O MP apontou omissões relevantes e ausência de elementos que fortalecessem as investigações, o que inviabilizaria a eficácia esperada de uma colaboração premiada.

O material não detalha de forma consistente esquemas de lavagem de dinheiro e não aponta ligações com o PCC, foco central da apuração. Também não há indicativos de envolvimento de políticos ou de membros do Judiciário, com exceção de um magistrado já responsabilizado anteriormente pelo MP.

Contexto da operação

A delação envolvia a Secretaria da Fazenda de São Paulo, ligada ao governo do estado, e poderia incluir a vara de fiscalização e autoridades relacionadas ao tema. A expectativa era que o acordo abrisse caminho para novas provas e desdobramentos relevantes.

Desdobramentos legais e administrativos

O MP-SP indicou que a colaboração não traria informações novas ou úteis para aprofundar as investigações. Em paralelo, a Justiça de São Paulo bloqueou bens de empresas e de empresários ligados ao esquema, incluindo ativos financeiros.

A Carbono Oculto, maior força-tarefa contra crime organizado, envolve o Gaeco, o MP-SP, a Receita Federal e apoio da Polícia Federal. A operação mira infiltração criminosa no setor de combustíveis e no mercado financeiro, com mais de 350 alvos sob suspeita de crimes diversos.

Situação de Beto Louco e contatos anteriores

Beto Louco permanece foragido desde a decretação de sua prisão, em agosto do ano passado. O empresário já esteve sob negociação de delação na PGR em dezembro de 2025, que não prosperou por falta de provas suficientes sobre pessoas com foro privilegiado.

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