O Departamento de Segurança Interna dos EUA identificou a guerra no Irã como possível motivação por trás da tentativa de assassinato contra o presidente Donald Trump, ocorrida em abril durante um jantar com jornalistas da Casa Branca. A afirmação vem de um relatório oficial divulgado pela imprensa.
O documento, elaborado pelo Escritório de Inteligência e Análise do DHS, aponta que o suspeito Cole Allen apresentava queixas sociais e políticas ligadas ao conflito internacional. Ao revisar suas redes, investigadores encontraram publicações criticando ações americanas na guerra, sugerindo que o tema pode ter influenciado a decisão dele.
O relatório foi distribuído a agências policiais estaduais e federais após o incidente no fim de abril. A Reuters obteve o conteúdo por meio de pedidos de acesso à informação, com o DHS mantendo posição de silêncio sobre a motivação.
Detalhes do ataque
Cole Allen, 31 anos, engenheiro mecânico formado pelo Caltech, tentou invadir o jantar no Washington Hilton Hotel, em 25 de abril. Ele confrontou agentes do Serviço Secreto, levando a uma retirada rápida de Trump do evento.
No material divulgado, Allen descreve ter o objetivo de matar autoridades do governo Trump e afirma que não pouparia esforços para alcançar os alvos. Também traz críticas a políticas migratórias, ao magnata Elon Musk e à guerra.
Acompanhamento policial e acusações
O Departamento de Justiça acrescentou, em 5 de maio, a acusação de agressão contra um agente federal. A informação indica que ele disparou contra um membro do Serviço Secreto em um posto de segurança.
Allen já respondia a processos por tentativa de assassinato, disparo de arma de fogo durante crime violento e transporte ilegal de arma de fogo e munição por fronteiras estaduais. As autoridades seguem reunindo evidências sobre o caso.
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