Luiz Inácio Lula da Silva irá discutir, em Washington, cooperação em segurança pública com Donald Trump. O tema inclui combate ao tráfico de armas e lavagem de dinheiro, além de possível cooperação com países da região. A reunião ocorre nesta quinta-feira (7).
A proposta brasileira foi apresentada aos EUA em abril, com foco no enfrentamento de crimes transnacionais. O encontro também deve tratar das investigações da Seção 301 abertas pelo governo americano e que podem gerar sanções ou tarifas contra o Brasil.
Almoço em Washington
Trump e Lula devem almoçar na capital dos EUA. Não está prevista a assinatura de acordos durante o encontro. Os temas prioritários dos EUA envolvem exploração de minerais críticos no Brasil e atuação de grandes empresas de tecnologia americanas no país.
Investigação 301 e tensões comerciais
A pauta inclui as investigações em curso sobre práticas comerciais, que envolvem serviços digitais, regulamentação de big techs e acesso ao mercado. O governo brasileiro busca justificar por que não deveria haver sanções via ação da Casa Branca.
Planos sobre mineração e cooperação financeira
O Brasil já argumentou que não aceita acordos com exclusividade de fornecimento de minerais críticos nem que o processamento ocorra fora do território nacional. O governo quer manter flexibilidade regulatória e critérios de investimento.
Cooperação contra crime transnacional
Entre os pontos propostos pelo Brasil, há cooperação para bloquear ativos vinculados a crimes no Brasil, fortalecimento entre Receita Federal e IRS, e maior intercâmbio de informações sobre transações em criptoativos.
Perspectivas sobre designações
O Brasil tenta evitar que CV e PCC sejam designados como organizações terroristas pelos EUA, o que poderia abrir brechas legais para intervenções no território nacional. O tema é acompanhado pela gestão brasileira.
Investigações adicionais e ritmo do processo
Além da Seção 301, a administração norte-americana avaliaria práticas de trabalho forçado em produtos de países parceiros, incluindo o Brasil. O objetivo é acelerar prazos e apresentar conclusões mais ágeis.
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