O senador Ciro Nogueira (PP-PI) havia afirmado que renunciaria caso surgisse uma denúncia comprovada no caso Master. Hoje, a Polícia Federal cumpriu mandados na 5ª fase da Operação Compliance Zero, com o alvo o parlamentar.
A PF aponta recebimento de mesada entre 300 mil e 500 mil reais vindo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para atuação a favor do Master no Congresso. Nogueira já se manifestou apenas pela defesa, que nega as acusações.
A operação ocorreu em endereços no Piauí e em Brasília e também atingiu o irmão do senador, Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, que ficou proibido de contato com investigados e terá tornozeleira eletrônica. A medida foi autorizada pelo STF, pelo ministro André Mendonça.
Segundo a PF, as supostas vantagens incluiriam uso de imóveis, custeio de viagens e outros benefícios, com a proposta de emenda constitucional ligada ao FGC citada como apoio a Vorcaro. A investigação também aponta envio de minutas de projetos de lei para escritório indicado pelo ex-banqueiro em novembro de 2023.
A defesa de Nogueira sustenta que não houve participação em atividades ilícitas e que medidas invasivas com base em mensagens podem ser precipitadas. O requerimento busca esclarecer os fatos e preservar a legalidade no andamento do caso.
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