Ives Gandra pediu que todos os ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST) lecionem para advogados que atuam na Corte, em aulas privadas. A declaração foi feita em vídeo divulgado nas redes sociais nesta quinta-feira, 7.
A notícia do Estadão aponta que 14 ministros do TST já ensinam advogados por meio do Instituto de Estudos Jurídicos Aplicados (Ieja), instituição privada vinculada ao tribunal. Entre eles está o filho de Ives Gandra, o ministro Ives Gandra Martins Filho.
O caso envolve também Breno Medeiros, ministro do TST, que diverge ao atuar como sócio da empresa TST Descomplicado, voltada a formar advogados para a Corte. Medeiros é sócio de Pedro de Assis, ex-chefe de gabinete, e também ministra no Ieja.
Ives Gandra Filho, filho do jurista, já ministrava aulas no Ieja com conteúdo sobre sustentações orais na Corte, incluindo técnica, estratégia e impacto. A atividade gerou o acúmulo de funções e críticas internas no TST.
O presidente do TST, Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, classificou a situação como conflito de interesse. Ele disse que não poderia ficar omisso diante de cursos pagos para advogados se apresentando como preparação para o tribunal.
Vieira de Mello afirmou que pode descontar o salário de ministros que não justificarem faltas às sessões de julgamento. O motivo citado é a participação em palestras remuneradas com defensores, reduzindo a disponibilidade para o plenário.
Conflito de interesses e atuação docente
O chefe do TST destacou a necessidade de separar atividades acadêmicas privadas da atuação na Corte. A advertência reforça que a presença de palestras pode comprometer a rotina de julgamentos e o cumprimento de prazos processuais.
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