O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, anunciou a suspensão de uma parceria com a Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração (Renapsi). O acordo é de R$ 237,6 milhões em dois anos. A decisão ocorreu após a divulgação do contrato pelo Painel.
O acordo foi assinado em 17 de março, ainda na gestão de Romeu Zema, e tinha como objetivo impulsionar o programa Evolução Jovem, que prevê a inserção de 10 mil estudantes no mercado de trabalho. O foco é contratar jovens em órgãos públicos.
Suspensão e próximos passos
A Renapsi é fundada por Adair Meira, empresário preso temporariamente por suspeita de lavagem de dinheiro ligada a uma fintech associada a um membro do PCC. A CGE será responsável pela análise do contrato.
A Polícia Civil paulista aponta Meira como o real dono da Renapsi, usada para pagamentos a uma fintech. Parte dos valores era transferida a outras empresas dele, com repasses em dinheiro e até uso de helicóptero para transporte de recursos.
A defesa de Adair Meira informou que a prisão ocorre em investigação em andamento e que ele não integra diretoria da Renapsi, ressaltando que as acusações serão esclarecidas no processo. A Renapsi também negou vínculos administrativos com o empresário.
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