O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou que a nova fase da operação Compliance Zero representa mais um avanço no combate ao “andar de cima” do crime organizado. A quinta etapa da ação ocorreu na manhã de quinta-feira, 7, e envolveu mandados de busca e apreensão ligados ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) e a pessoas próximas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Entre os alvos estão o próprio Ciro Nogueira, seu irmão Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, o primo de Vorcaro, Felipe Cançado Vorcaro, e Bernardo Rodrigues de Oliveira Filho. A PF aponta possível atuação parlamentar em benefício de interesses privados do dono do Master. Segundo a apuração, propostas legislativas apresentadas pelo senador teriam favorecido o ex-banqueiro, como uma emenda ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) que ampliaria o limite de cobertura.
Ciro Nogueira negou envolvimento em atividades ilícitas e se colocou à disposição para esclarecimentos. A PF aponta que, após a aprovação da emenda, mensagens indicariam que o texto foi executado conforme orientação do ex-banqueiro.
Retorno de agentes e reorganização
Rodrigues informou que cerca de 150 agentes e delegados cedidos a outros órgãos devem retornar ao quadro da PF. A medida atende a um pedido feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pediu a volta de policiais que estariam cedidos ou, segundo ele, inativos. Em reação, entidades da categoria manifestaram insatisfação com a determinação.
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