A nova fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, atingiu o presidente do PP, senador Ciro Nogueira, entre os principais alvos. A ação envolve a investigação de possível favorecimento ao Banco Master e a tentativa de instalar uma CPI sobre o caso. Parlamentares apresentaram pedidos de suspeição do ministro Kassio Nunes Marques, relator da ação no STF, para distribuir o mandado de segurança a outro ministro.
Além de Nogueira, o foco recai sobre supostos vínculos entre o senador e o magistrado. A representação foi encaminhada ao STF por senadores de diferentes bancadas, com base em críticas à relação entre o político e o juiz, segundo as acusações.
Entre as respostas políticas, o PT, na Câmara, apontou uma suposta mesada recebida por Nogueira e citou a emenda do Master, apresentada pelo próprio banco. Do governo, o ministro Guilherme Boulos associou o caso a nomes próximos a Flávio Bolsonaro, com conteúdos que mencionam supostos vínculos e imóveis ligados ao tema.
Balcão de negócios
A oposição vê a operação como indicação de influência política em Brasília, destacando a necessidade de apuração rigorosa. O líder Izalci Lucas afirmou que as articulações do senador Nogueira afetam a gestão local e questionou impactos sobre o patrimônio público.
Flávio Bolsonaro emitiu nota formal, sem citar Nogueira, dizendo acompanhar as informações com cuidado e defendendo a ampla apuração pelas autoridades competentes. O texto também reforçou a confiança na relatoria de outro ministro, sem detalhar substituições.
O PP, por meio de nota, pediu esclarecimentos com respeito ao devido processo legal. A sigla afirmou manter fé nas instituições e na Justiça e promoverá defesa dos direitos de defesa ao longo do processo.
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