A Coalizão de Combate aos Supersalários denunciou nesta sexta-feira (8) manobras nos Três Poderes para ampliar benefícios extras, os chamados penduricalhos. Alega desordem legal que aumenta desigualdades e contorna restrições do STF.
Segundo a coalizão, a prática envolve reclassificação de cargos, criação de verbas indenizatórias e equiparação de magistrados a professores para viabilizar pagamentos adicionais. O efeito é cascata, dizem, pressionando outros setores a buscar cifras parecidas.
O movimento cita casos como a tentativa da AGU de ampliar o auxílio-saúde para cobrir gastos com academias e parentes próximos. Também aponta decisões da Justiça Militar que criaram gratificações de até 15 mil reais para ministros. Há ainda propostas de permitir atuação privada de advogados públicos.
Estudos citados indicam que o país pagou pelo menos 20 bilhões de reais acima do teto entre agosto de 2024 e julho de 2025. Em meio a restrições fiscais, esses pagamentos ampliam gastos com privilégios, reduzindo recursos para saúde e educação.
Ministros do STF têm sido explícitos: gestores que autorizarem novos penduricalhos sem base legal podem enfrentar punições penais, civis e administrativas. A medida busca responsabilizar autoridades que presidem tribunais e órgãos públicos.
Conteúdo apurado pela equipe da Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem completa sobre o tema.
Entre na conversa da comunidade