O senador Ciro Nogueira (PP-PI) afirmou estar sob pressão após a quinta fase da operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga fraudes no Banco Master. Ele sustenta que ocorre uma tentativa de manchar sua honra pessoal em meio ao cenário eleitoral.
Nogueira disse, em tom crítico, que todo ano político é marcado por tentativas de desgastar quem lidera as pesquisas. Afirmou que seguirá atuando no Senado, mesmo diante das investigações, e que a pressão não o fará abandonar o povo que confia nele.
Em março, o senador disse em evento que renunciaria ao mandato se houvesse denúncia comprovada contra si. Acrescentou que sua trajetória é guiada pela história e que, caso haja comprovação, renuncia.
A PF aponta que Nogueira recebia mesada de 300 mil reais do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e teria influenciado o mandato para favorecer interesses do empresário. Também seriam custeadas estadias em hotéis de luxo em Nova York.
Segundo a investigação, houve despesas em restaurantes de alto padrão e a disponibilização de um cartão de crédito de Vorcaro para uso pessoal do senador. A defesa afirmou repúdio a qualquer ilação de ilicitude sobre a atuação parlamentar.
A operação atingiu ainda Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, irmão de Ciro, administrador da CNLF Empreendimentos Imobiliários. A PF aponta que a empresa era usada como mecanismo para repassar vantagens ao senador.
O caso envolve prejuízo estimado ao Fundo Garantidor de Créditos superior a 50 bilhões de reais, relacionado a fraudes, emissão de títulos fictícios e desvios de recursos. A intervenção no Banco Master resultou na liquidação pelo Banco Central e prisão de Vorcaro.
A PF afirma que o senador possuía uma rede de relações políticas em Brasília, incluindo ministros do STF e integrantes do Congresso. A crise tem repercussões entre autoridades dos Três Poderes, segundo as investigações.
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