O PT publicou nas redes sociais, na sexta-feira, 9 de maio de 2026, o depoimento de uma criança para defender o fim da escala 6 X 1. O vídeo explica por que a mãe da criança não pôde comparecer à homenagem do Dia das Mães na escola. A postagem busca pautar o debate sobre direitos trabalhistas e precarização do emprego no Brasil.
No relato, a criança descreve a rotina da mãe, que começa às 5h e trabalha cerca de 22 horas por dia, das 5h à 3h. Segundo a declaração, a carga de horários inviabiliza a participação em compromissos escolares. O conteúdo reforça o argumento a favor de mudanças na jornada de trabalho.
Escala 6 X 1
O governo federal defende mudanças por meio de lei ordinária com efeitos imediatos, enquanto o Congresso avalia alterações constitucionais de forma mais gradual. O projeto enviado pelo governo Lula propõe reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais, com 2 dias de descanso remunerado, praticamente adotando o modelo 5×2.
Além disso, a proposta proíbe redução salarial e prevê aplicação imediata da lei assim que sancionada, sem necessidade de regra de transição. A Defesa da mudança completa o debate sobre a forma de implementação.
Pec no Congresso
Paralelamente ao projeto do governo, tramitam no Congresso três PECs sobre jornada de trabalho. Duas estão na Câmara dos Deputados e uma no Senado. Na Câmara, tramita a PEC 221/2019, de Reginaldo Lopes (PT-MG), agregada à PEC 8/2025 de Erika Hilton (Psol-SP). Na prática, a PEC de Lopes é a mais antiga em tramitação.
No Senado, a PEC 148/2015, de Paulo Paim (PT-RS), é a proposta mais avançada no Legislativo. Ela já passou pela CCJ e aguarda votação em plenário; aprovada, volta para a Câmara para nova avaliação.
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