Uma manifestação de estudantes da USP, Unesp e Unicamp, realizada nesta segunda-feira, terminou com confronto entre parlamentares do União Brasil e manifestantes na região central de São Paulo, próximo à reitoria da Unesp. O ato, de caráter unificado, cobrou melhores condições de permanência estudantil e maior apoio do governo estadual às instituições.
Confronto e atuação policial
A Polícia Militar informou que houve uma briga generalizada no local, que foi contida pela atuação de policiais. A corporação não confirmou feridos até o momento, e a manifestação seguiu comedida após o episódio.
Envolvimento de vereadores e relatos conflitantes
Os vereadores Rubinho Nunes, Douglas Garcia e Adrilles Jorge, do União Brasil, participaram do ato e teriam provocado os estudantes, segundo relatos de parte dos manifestantes. Nunes afirmou ter sido atingido e relatou sofrer ferimento no nariz; Adrilles negou agressões, enquanto uma ativista associada ao PSOL publicou vídeo envolvendo o episódio.
Desdobramentos e contexto
Segundo o Diretório Central dos Estudantes da USP, as agressões teriam começado com uma agressão física a Nunes, que reagiu com golpes. A situação gerou debates sobre a condução do protesto. O ato prosseguiu, com estudantes decidindo manter a greve, que completa quase um mês.
Agenda acadêmica e decisões
A manifestação acompanhava a intenção de acompanhar uma reunião das representações das reitorias, docentes e funcionários. A reunião, porém, foi desmarcada por receio de invasão à reitoria da Unesp. Na semana anterior, alunos ocuparam a reitoria da USP no campus Butantã, e o prédio foi desocupado recentemente.
Fonte: Agência Brasil relata que houve contato com as assessorias dos vereadores para retorno sobre as informações.
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