O Centro para Diversidade Biológica (CBD) apresentou uma Notificação de Intenção de Processar para impedir o plano da administração Trump de abrir até 24 milhões de acres de terras federais para pastagem de gado. A ação busca interromper o uso emergencial das terras para lotação de gado sem consulta ao U.S. Fish and Wildlife Service, conforme exigido pela Endangered Species Act. A medida envolve áreas sensíveis, incluindo parte do Grand Canyon e outros locais de proteção.
A proposta, articulada por meio de um Memorando de Entendimento assinado em março pelo Bureau of Land Management, prevê acelerar a pastagem onde hoje não é permitida. O CBD argumenta que o plano pode ampliar conflitos entre pecuaristas e predadores, além de prejudicar espécies ameaçadas para as quais há proteção legal.
A organização acusa a administração de priorizar grandes produtores agrícolas em detrimento de vida selvagem e habitats. A CBD sustenta que a expansão aumentaria a degradação ecológica e que o relatório de impactos não foi devidamente considerado pelas autoridades responsáveis.
O que está em jogo
Dados de campo indicam danos a habitats críticos em milhares de milhas de rios, com restos de alimentação e excreta de animais afetando ecossistemas. Estima-se que o manejo inadequado de pastagens reduza a cobertura vegetal essencial para espécies vulneráveis.
Implicações legais e regulatórias
A CBD afirma que o plano foi acelerado sem consulta formal, o que pode violar a legislação ambiental. Caso a Justiça determine uma revisão, o governo terá de avaliar impactos sobre espécies protegidas antes de avançar.
Reação de órgãos e parte interessada
A Bureau of Land Management não comentou o caso. Analistas destacam que o plano visa ampliar autorizações de uso de animais em áreas remotas, com o objetivo declarado de não ter perda líquida de meses- Animal Unit em cada allotment.
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