O governo de São Paulo multou a Fast Shop em R$ 1,04 bilhão por fraude no ICMS e pagamento de propina a auditor fiscal. A punição envolve irregularidades identificadas na Operação Ícaro, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo no ano passado. A empresa reconheceu irregularidades em acordo com a Promotoria.
A auditoria fiscal citada recebeu propina de aproximadamente R$ 422 milhões para facilitar a recuperação de créditos tributários. A CGE—Controladoria-Geral do Estado—concluiu que o ressarcimento indevido alcançou quase 1,6 bilhão de reais entre 2021 e 2025, com base em informações privilegiadas obtidas por meio de um acordo.
O que levou à sanção
O MP-SP apontou que a Fast Shop contratou a empresa Smart Tax, ligada ao então auditor Artur Gomes da Silva Neto, para apoiar a recuperação de créditos de ICMS. O auditor foi preso, pediu exoneração e tornou-se objeto de investigações adicionais. A Fast Shop integrou acordo com a Promotoria para encerrar as investigações contra seus executivos, que confessaram o pagamento de propinas.
Desdobramentos e próximos passos
A multa pode ser contestada pela empresa, embora seja improvável segundo o controlador-geral. A Fast Shop tem 30 dias para quitar o valor integral e deverá veicular nota pública em jornal de grande circulação. Outros 50 CNPJs seguem sob apuração, com desdobramentos previstos nas próximas semanas. A CGE planeja ampliar a fiscalização com 200 novos auditores.
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