O governo federal lançou nesta terça-feira o programa Brasil contra o Crime Organizado, com investimento de 11 bilhões de reais. A proposta visa asfixiar o caixa de facções, reforçar a segurança em presídios e exigir adesão de estados às novas regras.
Do total, 1,06 bilhão virá do Orçamento da União para 2026. Outros 10 bilhões serão empréstimos do BNDES aos estados que aceitarem as condições para aquisição de equipamentos, reformas e tecnologia.
A estratégia de asfixia financeira pretende neutralizar empresas, fundos e esquemas logísticos usados por milícias. Será criada a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) para centralizar investigações sobre o patrimônio criminoso.
Mudanças nos presídios estaduais
138 presídios geridos pelos estados devem adotar padrões semelhantes aos das federais. Entre as medidas estão bloqueadores de sinal, scanners de raios-X mais modernos e isolamento mais rígido de lideranças, buscando interromper ordens de dentro das celas.
Fortalecimento de perícias e bancos de dados
O plano também mira o aumento da resolução de homicídios, hoje estimada em 36%. Haverá construção de capacidades para polícias científicas, com equipamentos de DNA e padronização de bancos de dados entre estados.
Combate ao tráfico de armas
Entre os eixos, o governo pretende rastrear rotas de tráfico com drones, helicópteros e tecnologia de fronteira. A Rede Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Armas (Renarm) receberá apoio para fiscalizar desvios e origem de munições e explosivos.
Sobre o financiamento e implementação
Recursos do BNDES serão destinados a estados que aderirem ao programa, para compra de equipamentos, reformas e tecnologia. A iniciativa exige que estados cumpram as regras para ter acesso aos empréstimos.
Conteúdo produzido pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. para entender a íntegra do tema, leia a reportagem completa.
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