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Lula aponta crime no Congresso, no Judiciário e no Futebol

Lula afirma que o crime organizado atua do andar de cima ao Congresso, Judiciário e futebol; lança pacote de R$ 11 bi para segurança

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa, nesta 3ª feira (12.mai.2026), da cerimônia de lançamento do programa Brasil Contra o Crime Organizado, com medidas voltadas à segurança pública, com a presença do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, Paulo Gonet (PGR), Vice-presidente Geraldo Alckmin è secretários de segurança.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira 12 de maio de 2026 que o crime organizado não está restrito às favelas, destacando que as forças de segurança precisam observar além das periferias. A declaração ocorreu durante o lançamento do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, no Palácio do Planalto.

Lula lembrou que o crime pode estar no Congresso Nacional, no Poder Judiciário e no futebol, e destacou que nem sempre o responsável é o desempregado de bairros pobres, mas alguém do alto escalão, com gravata e consumo de uísque. A fala marcou o tom do anúncio oficial.

O programa envolve um investimento total de 11,1 bilhões de reais, com 1,065 bilhão de recursos diretos do orçamento e 10 bilhões em linha de crédito do BNDES para estados e municípios. A estrutura tem quatro eixos: presídios de segurança máxima, asfixia financeira do crime, investigação de homicídios e combate ao tráfico de armas.

Detalhes do programa e impactos

A pasta de Justiça informou que o plano visa ampliar a repressão ao crime organizado, com foco em lideranças prisionais, que hoje estariam concentradas nos sistemas carcerários. O ministro Wellington César Lima afirmou que o projeto surge em momento oportuno e com suporte orçamentário recente.

Lima ressaltou que a viabilidade financeira decorre da suplementação aprovada semanas atrás, que assegura o repasse de 1 bilhão no Orçamento Geral da União e o financiamento de 10 bilhões pelo BNDES. A meta é fortalecer ações de investigação e cooperação entre estados.

Reações e aspectos institucionais

O Conselho Nacional de Procuradores-Gerais reconheceu a importância do combate às armas do crime organizado e da recuperação de territórios, incluindo fronteiras, com melhoria na qualificação de investigações. Já o Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública enfatizou a necessidade de engajamento estadual.

Entre as observações, a sustentabilidade do programa aparece como ponto crítico, já que não há prazo de encerramento definido. A continuidade depende da aprovação da PEC da Segurança Pública, ainda pendente no Senado desde março.

Participantes presentes

Estiveram presentes no evento: Lula; Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro do MDIC; Paulo Gonet, procurador-geral da República; Hugo Motta, presidente da Câmara; Wellington César Lima, ministro da Justiça; Pedro Maia, presidente do CNPG; Jean Francisco Bezerra Nunes, presidente do CNSP; André de Albuquerque Garcia, secretário de Políticas Penais; Francisco Lucas Costa Veloso, secretário nacional de Segurança Pública; William Morais, diretor-geral substituto da Polícia Federal; Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia; João Paulo Capobianco, ministro do Meio Ambiente; Margareth Menezes, ministra da Cultura; Frederico Siqueira, ministro das Comunicações; Gleisi Hoffmann, deputada federal; Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação Social; Chico Lucas, secretário de Segurança Pública.

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