O Senado da Carolina do Sul rejeitou nesta terça-feira um plano de redistritamento que recebia a pressão de Donald Trump para alinhar o mapa das Câmaras às diretrizes do governo federal. A votação ocorreu em Columbia, durante a tarde, e resultou em 29 votos a 17, duas abstenções acima do necessário para aprovar com a maioria simples. Cinco republicanos votaram com todos os democratas para rejeitar a proposta.
A menos de dois terços, o placar não assegurou a amplitude exigida para a aprovação. A manobra ocorre no contexto de esforços de republicanos para redesenhar mapas eleitorais após decisões judiciais que afetaram leis civis e discriminação. O saldo foi visto como uma sinalização de resistência a instruções externas sobre o tema.
Trump intensificou a pressão na segunda-feira, publicando nas redes sociais que iria acompanhar de perto a evolução do processo com o objetivo de ver o mapa redesenhado. Em resposta, Shane Massey, líder da maioria republicana no Senado, defendeu a posição de não ceder às pressões, destacando a responsabilidade de agir pela segurança pública.
Distensão entre a liderança republicana e o esforço de redistritamento
Massey reconheceu que pode enfrentar críticas intensas, inclusive de Trump, pela decisão de não seguir o roteiro de outros estados dominados pelo GOP. O senador afirmou que o uso legítimo do poder, neste caso, é tornar as pessoas mais seguras, não punir. Ele reiterou que o objetivo é melhorar a governabilidade sem abusar do poder.
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