O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), associou nesta quarta-feira 13 de maio de 2026 o caso Master à família Bolsonaro e ao ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Segundo ele, o episódio envolvendo o banco “tem DNA” do governo anterior.
Guimarães afirmou que “todo o país sabe” quem estaria por trás do caso, sem citar diretamente Flávio Bolsonaro. Disse que a oposição ligada ao senador será julgada pela sociedade.
Ao falar ao Poder360, o ministro acrescentou que o episódio do Banco Master tem “DNA, cara, cor” e envolve a família Bolsonaro, o governo Bolsonaro e Campos Neto.
O Intercept publicou que houve negociação direta entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro preso na operação Compliance Zero para financiar um filme ligado à família. O material aponta transferências superiores a US$ 10,6 milhões entre fevereiro e maio de 2025.
De acordo com a publicação, constam comprovantes bancários, cronograma de desembolso e cobranças relativas às parcelas do projeto cinematográfico. Os registros sugerem movimentação de recursos para a produção.
Guimarães ressaltou que o governo não permitirá o abafamento do caso e citou os órgãos de controle. Segundo ele, a Polícia Federal e a Justiça devem acompanhar as revelações relacionadas ao assunto.
O PT e o governo atribuem ao que chamam de herança bolsonarista a origem do caso Master. A corrente governista afirma que Bolsonaro e Campos Neto são responsáveis pela linha de atuação descrita pelo episódio.
A revelação coincide com a divulgação de uma pesquisa que aponta vantagem de Lula sobre Flávio em cenário de segundo turno. O levantamento aponta 42% para Lula e 41% para o senador, conforme a Quaest. Anteriormente, outras sondagens haviam indicado resultados diferentes.
Entre na conversa da comunidade