A decisão do Ministério Público, tomada na terça-feira 12, autorizou a prefeitura de São Paulo, liderada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), a realizar até dois megashows gratuitos por ano na Avenida Paulista. A medida altera o TAC que, desde 2007, impunha limites a grandes eventos na via.
Moradores e comerciantes da região dizem que o barulho dominical preocupa a área. A associação Paulista Viva cobra contrapartidas da prefeitura, incluindo maior flexibilidade de horários do programa Ruas Abertas e fiscalização mais efetiva de apresentações musicais no domingo.
Segundo Livio Giosa, presidente da Paulista Viva, o objetivo é ampliar o diálogo com a administração para reduzir incômodos locais. Ele destaca que a Paulista abriga cerca de 11.800 moradores, maioria idosa, com alto percentual de pessoas autistas, sensíveis ao ruído.
O que muda na prática
A autorização permite a inclusão de megashows no calendário oficial da avenida, o que pode aumentar a ocupação de espaço público aos domingos. Ainda assim, a realização de shows ainda não está completamente definida para 2026, conforme declaração do prefeito.
A prefeitura sinaliza que as conversas com moradores continuam para viabilizar eventuais apresentações em 2026. O objetivo é equilibrar a presença cultural com a qualidade de vida local, mantendo a neutralidade da gestão pública.
Contexto e próximos passos
Grupos de moradores, músicos e organizações locais formulam um plano para redistribuir a ocupação musical da Paulista em diferentes regiões da cidade. Há proposta de boulevares culturais para dispersar apresentações por outras áreas, conforme discutido pela subprefeitura Sé.
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