Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, recebeu R$ 6.300 de uma empresa de estética supostamente usada na lavagem de dinheiro ligada ao miliciano Adriano da Nóbrega. O repasse ocorreu em julho de 2017, quando Queiroz atuava como chefe de gabinete na Alerj.
A informação consta de relatório do Coaf anexado à Operação Legado, deflagrada em março pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. A apuração aponta a existência de uma rede associada a Adriano, envolvida em atividades ilícitas, incluindo lavagem de dinheiro.
Entre os denunciados no âmbito da Legado está Raimunda Veras Magalhães, mãe de Adriano, também ex-assessora de Flávio na Alerj. Queiroz não foi acusado no caso, mas o pagamento de 6.300 foi a primeira transação identificada entre ele e alguém ligado à estrutura criminosa associada a Adriano fora do episódio das rachadinhas.
Queiroz não comentou a transferência. Em nota, Flávio Bolsonaro afirmou não manter relação com os fatos e negou participação em atividades ilícitas atribuídas a Queiroz ou a Adriano. O senador também ressaltou que investigações já reconhecem que nomeações ocorreram antes de qualquer acusação pública.
A apuração do MP-RJ aponta ainda que a empresa de estética, administrada por Shirlei Costa da Silva, irmã de Márcio Carneiro Ferreira da Silva, movimentou recursos expressivos entre 2017 e 2018, com saques em dinheiro. O Ministério Público vê indícios de inconsistências entre o volume de recursos e o porte do negócio.
Caso antigo de lavagem ligado ao grupo de Adriano é citado, sem relação direta com a conduta de Queiroz, porém o nome dele aparece em documentos de inteligência usados na abertura do inquérito. A matéria não confirma todas as ligações, mas reforça o papel indireto de Queiroz no esquema investigado.
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