Após uma nova rodada de pesquisas, Lula mantém empate técnico com Flávio Bolsonaro na corrida presidencial, com a taxa de aprovação estável em torno de 45%. A divulgação aponta leve recuperação em comparação a estudos anteriores, ainda que fatores econômicos continuem influentes.
Os resultados chegam em momento de fortalecimento da estratégia da campanha do incumbente, que vem anunciando medidas para temas valorizados pelo eleitorado, como combate à criminalidade e renegociação de dívidas. A gestão também tem pressionado o Congresso em pautas de interesse social.
Ainda sem avanço claro no cenário, a tendência é de flutuação ao longo do ano, típica de quem governa durante um período eleitoral. Analistas destacam que o início da campanha não gerou mudanças bruscas e que os movimentos podem se manter contidos.
Riscos externos e temas de governo
Lula tem utilizado ações da máquina pública para reforçar a imagem de gestão ativa, com anúncios sobre o fim de uma taxa de custo específico, novas medidas de combate ao crime organizado e operações de grande porte envolvento a Polícia Federal.
No âmbito econômico, o governo avança com um programa de renegociação de dívidas mais simples e menos burocrático, além de pressionar pela redução da jornada de trabalho sem reduzir salários. Há também potencial de novas medidas para subsidiar combustíveis, buscando evitar impactos inflacionários.
Apesar do ambiente doméstico favorável, o principal risco para a eleição envolve fatores externos. O impasse no Estreito de Ormuz aumenta a incerteza sobre a economia global, com impactos potenciais na oferta de diesel, fertilizantes e cadeias produtivas.
Esse cenário externo tem potencial para influenciar o humor do eleitorado e pode alterar a percepção sobre a condução da política econômica brasileira, sobretudo em momentos de elevada sensibilidade a preços de energia e insumos.
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